Você usa o celular ou o celular te usa?
Raphaela Vitiello
Tornou-se visÃvel o quanto
as pessoas precisam do celular hoje em dia, seja no trabalho, na escola, numa
palestra, na fila do banco, na sala de espera de um consultório médico.
O que
não se percebe (ou se percebe, mas não se toma providências) é o quanto isso
está agregando para benefÃcios e o quanto está trazendo malefÃcios. Se
colocarmos na balança, pode ter certeza que há mais malefÃcios do que
benefÃcios, isso porque não se sabe usar pouco ou controladamente.Não se contentam em só
passar alguns minutos, sempre querem mais e mais.
O Brasil é o 4°
paÃs que mais usa celular, e isso é preocupante, pois não se têm mais o
controle, e sim o vÃcio. É normal ouvir pessoas falarem “eu só uso para o
essencial, é ferramenta de trabalho”. A frase de usuários de droga é semelhante
“só uso quando eu quero e se eu quiser parar eu paro”.
O fato é que você não
usa o celular, e sim ele te usa. Isso porque nós recebemos notificações o tempo
inteiro, de todos aplicativos, desde “já tirou sua selfie diária?” até ligações oferecendo produtos e dirigindo nossa atenção a eles
Sabe-se que por trás das fábricas de celulares e empresas de vendas, existem psicólogos e
psiquiatras que usam métodos para deixar o ser humano com essa necessidade de
tê-lo na mão, esperando alguma notÃcia chegar. Mas como passou-se dos limites
até do que eles esperavam, então precisam começar a pensar em “desmamar” deste vÃcio.
Ferramentas da Apple,
Microsoft, Android e redes sociais como Facebook estão alertando sobre o
comportamento do usuário diante do tempo que ficam expostos.
Mensagens semanais de quanto
tempo passou-se com o celular, quais os aplicativos que mais usa-se, ou então
programar diariamente em um horário x para parar de receber notificações de
redes sociais,- isso é importante pois muitas pessoas trocam seu sono por ficar
se atualizando constantemente. Então procurem viver mais o mundo lá fora, usar seus recursos e explorá-lo, e não fiquem presos nesse mundo paralelo que não permite felicidade e sim a curiosidade momentânea.
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